Em tempos modernos, onde perderam-se os valores, o que podemos fazer para que nossos jovens não se percam em suas incertezas, em seus dissabores?
Seria muito repetitivo dizer que nossas crianças estão sem referencial familiar, afinal, o que é a família nos dias de hoje?
Pais separados, casados ou não, pela segunda ou terceira vez, meios irmãos, avós fazendo papel de mães, mães fazendo papel de pais...
Como ensinar a esse ser em desenvolvimento, esse cidadão em formação, que ele é alguém especial e que faz parte dessa sociedade, muitas vezes injusta é claro, mas a sociedade em que está inserido?A sociedade em que busca seu lugar ao sol... sua felicidade?
A criança, desde seus primeiros passos, é condicionada pelos que a cercam, a se transformar em uma cópia do modelo ideal, como se fosse uma dentre tantas numa mesma linha de fabricação.
Educar, às vezes, parece fácil. Basta não deixar faltar o alimento, mantê-la aquecida e dar-lhe um teto e uma boa escola. Pronto, ela não precisa de mais nada.
É um erro considerar que necessidades básicas de sobrevivência, sejam suficientes para que alguém se forme cidadão crítico e moral.
A sociedade impõe que a formação do indivíduo tenha que seguir suas regras, que às vezes são amorais, ou até mesmo, imorais.
Na infância, a criança aprende a formar seu caráter, ou melhor, moldam seu caráter segundo parâmetros impostos pelo sistema.
Mas que sistema é esse, que quer um cidadão crítico, sem lhe dar a chance de expressar suas vontades, suas potencialidades?
Quando vem a puberdade, a olham como um ser diferente, prestes a explodir e se transformar no temido “adolescente”.
Adolescente, na etimologia da palavra, significa: Aquele que sabe comer.
Isso de alguma forma amedronta. Afinal, os bebês cresceram e sentem necessidade de tomar decisões, de encontrar seu lugar. E é o que fazem. Demarcam seu território, deixam fluir sua personalidade de forma absoluta, plena.
E então se defrontam com uma escola que diz querer formar cidadãos críticos, mas que não aceita essa forma “moderna” de pensar, de agir.
E qual a real função da escola diante de tantas mudanças, para com esse indivíduo em fase “experimental”, que nossa sociedade está formando?
A palavra Escola, vem do grego Skholé, que significa descanso, repouso, ócio, liberdade.
Sendo assim, educar é uma tarefa sublime. O educador nunca deixará de estar presente na vida daqueles aos quais participou sua experiência, seu conhecimento.
Há grande diversidade de livros que falam sobre educação. Mas a resposta para tantos questionamentos é muito simples.
O amor, apenas ele, poderá realizar uma educação com qualidade, com direcionamento.
Amar incondicionalmente o ato de ensinar, buscando nos olhos desse ser em formação, a certeza de que o professor continuará sendo sempre, seu querido “Mestre”.
domingo, 27 de setembro de 2009
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